Leila Pereira defende modelo de SAF e elogia negociação bilionária de seu enteado com o Vasco

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, comentou abertamente sobre as negociações entre seu enteado, Marcos Lamacchia, e o Vasco da Gama para a compra da SAF do clube carioca. O acordo, que avançou significativamente, prevê a venda de 90% dos ativos do departamento de futebol por cifras que superam a marca de R$ 2 bilhões. Apesar do parentesco, a dirigente afirmou ao podcast POD_i, conduzido por Andréia Sadi, que mantém total distanciamento do assunto por conta da independência financeira e profissional do empresário.


Mesmo sem se envolver diretamente, Leila não poupou elogios à capacidade de Lamacchia, destacando-o como um investidor brasileiro com patrimônio consolidado e competência para erguer qualquer agremiação. A mandatária palmeirense aproveitou a oportunidade para defender veementemente o modelo de clube-empresa no futebol nacional. Segundo ela, o formato associativo tradicional carece de continuidade administrativa, uma vez que os presidentes frequentemente se tornam reféns da política interna e das demandas eleitorais imediatas.


Enquanto a diretoria do Vasco tenta viabilizar a transição para o novo investidor, a negociação enfrenta um grande obstáculo jurídico nos bastidores. A 777 Carioca, subsidiária da antiga controladora do futebol vascaíno, a americana 777 Partners, ingressou com uma interpelação judicial com o objetivo de travar a venda. A empresa estrangeira sustenta que ainda é a legítima proprietária de 70% das ações da SAF, argumentando que a titularidade desses ativos não é alvo de controvérsia no procedimento arbitral em curso.


O imbróglio se arrasta desde maio de 2024, quando o clube associativo conseguiu suspender os efeitos do contrato com os americanos na Justiça e reassumir o controle do futebol. Desde então, a 777 Partners vem tentando derrubar a liminar por meio de recursos, mas não obteve sucesso até o momento. Dessa forma, embora a chegada de Marcos Lamacchia seja vista com otimismo pela atual gestão do Vasco, o desfecho definitivo do negócio permanece condicionado à resolução desse complexo cabo de guerra nos tribunais.


Foto:  Anderson Romão/AGIF

Categoria:

Deixe seu Comentário